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Até os Comemos Carago

Parabéns a nós!

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Pobreza franciscana (ou será pobreza de Espírito Santo?)

Tenho resistido tanto quanto posso a escrever sobre os jogos do meu clube, até porque este ano, fruto de uma péssima preparação do plantel por parte da SAD não auguro nada de positivo, mas o que tenho assistido tem sido mau demais.

Podem dizer que temos sido prejudicados (e até existe algum fundo de verdade nisso), podem dizer que não temos sorte, que a bola não entra, etc, etc, etc.

Mas meus amigos, para a bola entrar é preciso criar oportunidades claras de golo e isso não tenho visto, fazendo-me lembrar os tempos de um certo treinador, agora à frente da seleção espanhola, em que tínhamos a bola, mas oportunidades zero.

Em Tondela, precisamos chegar ao minuto 82′ para dispormos da primeira oportunidade clara de golo, contra o Copenhaga, tirando o golo de Otávio, pouco mais fizemos e ontem em Leicester idem, idem, aspas aspas.

Não temos um sistema de jogo enraizado. Começamos em 4-3-3, passamos para 4-4-2, voltamos ao 4-3-3 para depois ir novamente para o 4-4-2.

Não temos jogadores para o 4-4-2. Tirando André Silva, quer Depoitre, quer Adrian são uma nulidade. Jogar com Óliver ao lado de Danilo é criminoso para ambos. Danilo precisa de espaço e Óliver tem de estar à frente a criar.

Corona não sendo um jogador que dê muitas garantias é incomparavelmente superior a Adrian e ontem viu-se o quanto o ex Atlético (não) faz.

Mas para mim a cereja no topo do bolo de um treinador que eu sempre gostei enquanto jogador foi a entrevista que deu a contar a rábula da “bebedeira” para convencer Pimenta Machada a vendê-lo ao Deportivo da Corunha.

É com histórias dessas que quer convencer os seus jogadores a “serem Porto”? Rico exemplo sim senhor.

Quando pedimos aos jogadores dedicação e devoção pela camisola que envergam e temos atitudes como a que Nuno teve nessa altura, que moral temos?

Como diz o ditado, “À mulher de César não basta ser também tem de parecer” e o que Nuno fez ao contar essa história foi perder a credibilidade junto dos seus jogadores.

Espero pelas cenas dos próximos capítulos, mas com um treinador que inventa, um Presidente que não fala, uma claque que não aperta nem deixa apertar quem manda, não auguro nada de bom mesmo para os tempos mais próximos.

 

Dar uma de benfiquista

Como diz o título, vou dar uma de milhafre das gerações anteriores à minha. Lembro-me de ter ouvido vezes sem conta que eles tinham visto o seu clube a ser duas vezes campeões europeus, a vencerem títulos atrás de títulos a nível interno, etc, etc, etc.

Lembro-me também de me dizerem que estavam a perder a mística, que os jogadores que vinham não tinham a identidade do clube, que não sentiam o emblema como outrora. No fundo que era tudo uma cambada de mercenários.

E eu ouvia isso tudo com algum gozo, já que o meu clube ao invés disso, e desde que me lembro de ver futebol, começava a ganhar campeonatos, Taças dos Campeões, Taças de Portugal.

E aí é que entra a minha comparação. Ontem festejei o meu 41º aniversário. Lembro-me da final de Basileia perdida para a Juventus de forma tão inglória. Lembro-me de ter festejado como um maluquinho a vitória sobre o Bayern de Munique e da conquista do mundo na neve de Tóquio contra o Peñarol ou da Supertaça contra o Ajax.

Lembro-me do tri, do tetra, do penta. Mais recentemente assisti a novas conquistas europeias na Taça Uefa, Liga dos Campeões e Liga Europa, assim como novo título intercontinental.

Fui um felizardo, assisti a coisas que nenhum outro adepto de outro clube da minha idade assistiu.

Mas também estou a assistir, tal como o clube que mencionei acima, à perda da mística, da identidade e da hegemonia de um clube que tinha gosto em ser “regional”. Tenho saudades de jogadores como João Pinto, Jorge Costa, Fernando Couto, etc., etc., etc.

E é isso que me assusta. Porque se nos acontecer o mesmo, quer dizer que vamos penar muito, tal como eles penaram.

A diferença é que acho que ainda vamos a tempo de retificar a situação.

Agora se acredito se será com estes membros da SAD?

Sinceramente não. Não acredito em ninguém que coordena os nossos destinos. Espero muito sinceramente que saiam o mais rápido possível da cadeira do poder, que deixe de ver o meu clube tipo monarquia que a seguir ao pai manda(m) o filho(s).

Quero alguém que possa falar, que não fale só coisas sem nexo e mentirosas, mas que seja assertivo e voraz contra quem nos quer derrubar.

Se isso acontecer, talvez recuperemos a tempo não nos acontecer o que aconteceu a outros anteriormente, caso contrário, temo que não teremos um destino diferente dos outros.

JÁ CHEGA CAR…AGO!!!

Estou farto, farto, farto do silêncio da nossa estrutura (se é que temos alguma).

Em Alvalade sofremos dois golos que embateram nos braços dos respetivos adversários, para além do manancial de “sarrafada” a que fomos sujeitos, com a conivência do árbitro.

E o que fez a direção? Nada. Rigorosamente nada.

Ontem, André Silva marca num lance em que supostamente a bola lhe vai ao braço, tal como aconteceu em Alvalade, mas agora o árbitro decide anular o lance. Porque carga de água existem dois pesos e duas medidas? Porque carga de água ninguém se levanta e se insurge contra estas coisas? Ganhamos na mesma? É verdade, mas se desta vez ganhamos, há duas semanas atrás não o conseguimos.

Vamos continuar a comer e calar? Vamos continuar a ser comidos por lorpas?

JÁ CHEGA CARALHO!!!

Montanha pariu um rato

Terminou finalmente o prazo para transferências no nosso campeonato e o que posso resumir em relação ao nosso clube é que a montanha pariu um rato.

Desde o inicio que todos nós sabemos que o plantel é desequilibrado. Qualquer equipa que pretende atacar a sério um campeonato e uma Liga dos Campeões não pode ter apenas dois centrais, um defesa direito e um extremo de raiz.

Nunca, jamais e em tempo algum se pode aspirar a grandes feitos com tantas falhas, portanto o que se esperava é que as mesmas fossem debeladas.

Para além disso, jogadores foram postos de lado, passando a treinar com a equipa B e à espera de serem vendidos porque pura e simplesmente deixaram de fazer parte das opções.

O tempo foi passando, e com exceção da contratação ainda antes da pré época iniciar de Felipe,  de um ou outro retorno, da contratação do completamente desconhecido belga Depoitre, ou do lateral esquerdo (essa sim uma posição bem colmatada) Alex Telles nada de novo acontecia.

Num dia vinha o Moutinho, no outro já não. Depois era o Ricardo Carvalho, mas afinal também não era possível. Rafa, bem Rafa foi a novela do defeso. O novo Bernard ou Lucas Lima que terminou em mais uma contratação falhada e com estrondo.

Pelo meio e só depois de garantida a fase de grupos da Liga dos Campeões lá veio Óliver Torres e Diogo Jota (ambos por empréstimo).

Só que na defesa continuava tudo na mesma. Continuávamos com um défice monumental no setor defensivo. Como é possível por exemplo jogar em Alvalade sem um único defesa no banco?

Já sobre a “Deadline” tentamos supostamente Mangala, que seria sem sombra de dúvida um grande regresso, mas mais uma vez fomos ultrapassados, desta vez pelo Valência, obrigando-nos a virar para um jogador que já tinha sido hipótese, mas que entretanto deixou de o ser.

Trata-se do central do Sp. Braga Boly que alternava a titularidade com o estado de suplente no dito clube. E esse lá foi conseguido mesmo em cima da hora limite.

A juntar a isso a falta de capacidade de vender quem quer que fosse. Nós que nos habituamos a ser os campeões de vendas este ano apenas conseguimos “despachar” alguns por empréstimo e a muito custo, ou seja, continuamos com carradas de jogadores nos nossos quadros.

Além disto tudo acabamos por ficar com Brahimi (a menos que ainda vá parar à Rússia), um jogador que supostamente teve um atrito com o treinador e que, diga-se, de profissional tem muito pouco.

Agora que solução terão para ele? Vai passar a ser opção? Depois deste defeso o jogador estará disponível para dar o máximo pelo clube? Conhecendo como se conhece o argelino, não creio que ele agora vá ser o que nunca foi (profissional). Vão pô-lo a treinar com a equipa B? Estou curioso em como vai acabar este imbróglio.

No meio disto tudo só espero que reintegrem o argelino e que ele tenha a cabecinha no sítio e se venha a tornar uma mais valia para a equipa.

Uma coisa é certa, se as coisas correrem mal não poderão acusar o treinador, uma vez que se não lhe dão matéria prima, não podem exigir o que quer que seja.

Termino dizendo que não é por isto que deixarei de apoiar a equipa, porque vejo nela vontade e raça. Quanto aos cabecilhas, comissionistas, membros da SAD (escolham o que acharem mais adequado), a esses só tenho a dizer, que correndo mal esta época, na minha opinião só têm um caminho, e esse caminho é para bem longe do FC Porto.

 

“Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos”

Basicamente este é o pensamento que me tem percorrido desde ontem.

Continuo à espera de uma posição oficial do nosso clube aos acontecimentos de ontem em Alvalade. Tweets e Dragões Diário não são nada.

Na passada 3ª feira, após uma vitória (como sempre) o nosso Presidente veio dar algumas alfinetadas a um clube que, após perder os seus primeiros pontos num jogo que pouco ou nada nos dizia respeito, veio cair em cima do árbitro, mas ontem onde tinha oportunidade de mostrar que está diferente e não ia deixar passar mais nenhuma injustiça voltou a assobiar para o ar como se nada fosse com ele.

Não é assim que se conquistam campeonatos. O nosso adversário de ontem, passou a época passada numa choradeira sem fim ainda antes de começar o campeonato.

O atual campeão nacional não se preocupou em cair no ridiculo a semana passada quando perdeu os primeiros pontos, caindo em cima da arbitragem após o seu jogo contra o V. Setúbal.

Nós, bem nós, depois de um jogo de futebol que também poderia ter sido de andebol, tantas foram as vezes que as mãos foram usadas pelos jogadores adversários ou até de muay thai, uma vez que os cotovelos foram a forma mais usada para nos parar, mostramos a nossa indignação no twitter e no Dragões Diário. Enfim!

Se em relação à equipa nada tenho a apontar, uma vez que já se sabia que ia ser extremamente difícil. Estamos ainda a formar uma equipa e fomos jogar contra um adversário já com as rotinas todas bem oleadas e mesmo assim criamos dificuldades, fruto da raça que estes jogadores metem em campo. No que diz respeito à direção parece que afinal nada mudou. Continuamos os bons rapazes. Não falamos, não mostramos indignação, nada. Assobiamos para o ar como se nada se passasse.

Nota final para o adversário. Com este texto não quero minimizar a vitória do Sporting. São uma belíssima equipa, para mim a mais bem preparada para vencer o campeonato.

Apenas quero mostrar que temos de ter uma direção mais ativa e defensora do clube já que é para isso que lá estão.

Calendário da champions

Fonte: Página do facebook do FC Porto

Comer e calar ou fazer ruído, eis a questão!

Confesso que não vi o jogo no nosso rival da 2ª circular, com exceção do lance que lhes deu a igualdade no marcador, que graças a algumas partilhas nas redes sociais me foi permitido ver.

Vendo e revendo o lance parece-me no mínimo duvidosa a grande penalidade. Quer-me parecer que existiu sim uma boa simulação do Gonçalo Guedes, mas até dou de barato que mesmo sendo muito forçada, a falta tenha existido.

O que quero relatar aqui é a diferença de procedimento desse clube para com o nosso.

Nós, andamos há pelo menos dois anos a comer e calar. Somos prejudicados, até nos tiraram um título à conta das arbitragens (1º ano de JL) e a nossa direção nada. Nem um ruído, nem um assomo de indignação nada.

Ainda no sábado poderíamos ter empatado não fosse um golo de André Silva já ao cair do pano, num jogo muito complicado com um adversário que estacionou literalmente o autocarro na sua área. Nesse mesmo jogo, logo aos 5′ tivemos uma grande penalidade a nosso favor, que a ser marcada, poderia ter desbloqueado logo ali um jogo que foi muito difícil e mais uma vez, ninguém, repito, ninguém do nosso clube se manifesta.

É certo que vencemos. É certo que não precisamos desse lance. É certo que todos gostam muito de dizer que contra tudo e contra todos temos de vencer. Só que isso foi em tempos. Em tempos que vencíamos só porque sim. Porque os outros andavam completamente à deriva. Eram tempos que qualquer um que vinha treinar o FC Porto se arriscava a ser campeão. Esses tempos meus amigos, acabaram. Agora é tudo muito mais difícil. Por mérito dos adversários que evoluíram e por demérito nosso que regredimos e muito.

No pólo oposto temos o nosso adversário que, aos primeiros pontos perdidos, estrebucha logo, não tendo medo algum de cair no ridiculo. A experiência tem-me dito que, como diz o ditado, “quem não chora não mama”, e eles têm “mamado” e muito.

Com ou sem razão andam um fazer um ruído monumental, não só para não dar azo aos seus adeptos de criticarem o clube mas também lançando já avisos a quem de direito, que mesmo sem o santo protetor Vítor Pereira, não querem perder esse trunfo (arbitragens).

Não quero que o meu clube proteste por tudo e por nada, mas do que me tem sido dado a ver, são estas diferenças de postura que têm decidido os últimos campeonatos.

De Rafa Soares a Gonçalo Paciência, passando por Depoitre

Confesso que cheguei a ponderar seriamente a encerrar este meu espaço de opinião, tal é o desencanto com este defeso do meu clube.

Ando farto das mentiras presidenciais, da falta de capacidade para contratar (falta de dinheiro?), da falta de competência da estrutura, etc.

Logo à cabeça pela promessa (mais uma) falhada de Pinto da Costa que havia prometido Rafa Soares no plantel 2016/2017. Não sei porque mente o nosso Presidente, mas como dizia um comediante bem conhecido da nossa praça “não havia necessidade”.

Depois o que dizer da contratação de Depoitre? Alguém o conhece? Alguém atesta qualidade suficiente do belga para representar o nosso clube? Do que ouvi, só com muita dificuldade alguns (poucos) que o conhecem vêm nele capacidade para tais andanças.

E ainda sobre o belga, não foi Pinto da Costa a dizer que não contrataria mais ninguém que não conhecesse? Porque razão então foi buscá-lo, uma vez que, e fazendo jus às suas palavras, nunca tinha ouvido falar nele?

E como não existem duas sem três, o que dizer do amadorismo da nossa estrutura ao inscrever o belga para a pré eliminatória da Champions, descobrindo depois que tal não era possível? Sinceramente, nunca julguei tal ser possível no FC Porto. Que amadorismo, que falta de competência meu Deus.

Por fim e pegando na qualidade do belga (ou falta dela) e vendo as exibições do Gonçalo Paciência nos Jogos Olímpicos, surge-me uma questão. Porque carga de água é que não ficamos com o Gonçalo no plantel ao invés de termos ido buscar este belga? Porque razão andamos a salivar todos por Calleri quando, se calhar temos em André e Gonçalo dois avançados de qualidade superior?

Para terminar deixo aqui um desejo. Espero que pelo menos com Rafa Silva não nos deixemos ultrapassar pelos da 2ª circular. É um grande jogador, com uma qualidade enorme, e que pode fazer a diferença em qualquer jogo.

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