Cada vez mais perto

Foi com uma vitória incontestável e uma exibição sólida em Israel que escancarámos as portas dos oitavos de final da presente edição da champions, bastando para isso um empate num dos dois últimos jogos.

Foi um jogo bem mais agradável este em Israel do que aquele que fizemos no Dragão com esta mesma equipa e que nos permite encarar o que falta desta fase de grupos com muito otimismo.

Boas exibições individuais, bons golos, boas jogadas de entendimento deram numa vitória que só não foi mais ampla porque o árbitro decidiu “premiar” os israelitas com uma grande penalidade que só ele deve ter visto, mas enfim, vamos aos destaques.

Vedetas

Tello – Para mim o melhor em campo. Marcou, deu a marcar, sempre muito ativo. O espanhol está a ganhar confiança e isso reflete-se em campo. Espero que continue assim que bem precisamos deste Tello.

André André – Definitivamente não sabe jogar mal. Quer jogue a médio, quer descaído numa ala, o internacional português está sempre em jogo. Carraça autêntica quando toca a defender, excelente no passe e nas desmarcações em situações de ataque e ainda tem uma capacidade invulgar para aparecer em zona de remate. Ontem mais um golo (de cabeça) e uma dedicatória muito especial.

Layun – O mexicano está a ganhar confiança e começa a revelar-se uma boa contratação. Muito certinho a defender, mas é no ataque onde mais se destaca. Cruza sempre a preceito, tem um bom remate, exemplo disso o grande golo que marcou e uma capacidade técnica invulgar num defesa. A continuar assim promete poder vir a fazer esquecer Alex Sandro.

Maxi Pereira – Depois da ausência no último jogo do campeonato, o uruguaio voltou em grande. Sempre com uma disponibilidade física invulgar, desequilibra imenso em situações ofensivas e pouco falha defensivamente.

Danilo Pereira – Grande jogo do nosso trinco. Excelente na organização de jogo, parecia um maestro tal a qualidade de passe revelada. Defensivamente também esteve sempre muito bem.

Pernetas

Martins Indi – Não esteve bem. Pareceu-me muito nervoso e o adversário nem lhe causou muitos problemas.

Aboubakar – Pode parecer injusto colocá-lo aqui, até porque é um trabalhador incansável, mas a quantidade de golos falhados, alguns deles escandalosos não me deixa alternativa.

Herrera – Porque raio o homem voltou a aparecer? Não estava bem sentadinho na bancada? Entrada em campo e logo um festival de passes falhados. O homem está sem confiança, não tem lugar no nosso plantel e definitivamente era bom pensarmos em fazer algum dinheiro com ele.

Cantos – Não sei o número de cantos que tivemos, mas pelo menos uma dezena foi, e mais uma vez o perigo para as redes adversárias foi nulo. Não percebo. Não trabalhamos isso nos treinos? Já tenho saudades dos anos em que um pontapé de canto a nosso favor era um terror para os adversários.

Vem agora um jogo em casa para o campeonato, onde espero que retomemos o trilho das vitórias para não deixarmos o atual líder do campeonato descolar de uma forma irreversível.

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