Afinal, era Layún!

Nota prévia. Este FC Porto não está a jogar nada, nada, nada.

Alguma coisa se passou, que desde o jogo contra o Dinamo Kiev passamos dos jogos sofríveis para jogos terríveis.

Ontem foi mais um jogo onde estivemos muito mal, mas, apesar disso conseguimos vencer, e com a primeira reviravolta da era Lopetegui.

Entrada miserável no jogo, com um Paços de Ferreira a criar perigo nos minutos iniciais e a conseguir chegar à vantagem no marcador, fruto de uma asneira monumental de Martins Indi.

Sentimos em demasia o golo e demoramos a recompor, mas aos poucos lá fomos tomando conta do jogo, fruto também de um recuo do adversário, e à passagem da meia hora, boa jogada de Brahimi, que desmarca superiormente Corona, que faz um golo de belo efeito.

Estava feita a igualdade, sem grande brilho, sem efetuarmos muito para o conseguirmos, mas foi conseguida.

Na última jogada da primeira parte, falhanço clamoroso de Herrera na cara do golo. Podíamos ter ido já em vantagem para o intervalo mas a bola nos pés do mexicano, muitas vezes é um corpo estranho.

A segunda parte começa com um intensificar do domínio da nossa equipa (mais por demérito do adversário, que mérito nosso), e fruto disso fomos tendo algumas oportunidades, sendo a maior de todas protagonizada por Aboubakar, que após grande passe de Brahimi, atirou por cima.

Mas o segundo surgiu mesmo, através da primeira grande penalidade da época. Mau passe de um jogador adversário para o seu guarda redes, Herrera estando por perto não desistiu do lance, conseguiu recuperar a bola sofrendo depois falta para grande penalidade. A dúvida aqui fica se na altura em que recupera a bola a Marafona, não terá feito falta sobre o mesmo, porque a falta que sofre posteriormente, essa é inquestionável.

Layún chamado a marcar, consuma a primeira reviravolta no marcador da era JL.

Daí e até final mais um festival de oportunidades falhadas, sendo o expoente maior o camaronês Aboubakar. Está falho de confiança, tudo lhe corre mal, o que me faz lembrar que temos um jovem, que se farta de marcar golos e que já deveria ter tido uma oportunidade (André Silva).

Vamos agora aos destaques:

Vedetas

Corona – Para mim o melhor em campo. Desequilibrou nas alas, marcou um bom golo, tornando-se já o melhor goleador da equipa, jogou em velocidade (foi dos poucos, senão o único).

Brahimi – Um passe para golo, algumas boas iniciativas. Sem deslumbrar foi dos mais influentes. Pena apenas a sua “azia” ao sair. Por mais injustiçado que se sinta, um profissional tem de respeitar sempre o seu treinador.

Layún – O homem defende mal, mas na frente é um quebra cabeças para os adversários e ontem voltou a demonstrá-lo. Um golo e dos poucos que sabe cruzar na equipa.

Pernetas

Indi – Que asneira no lance do golo do Paços. Parecia um jogador iniciado. Não podem acontecer erros daqueles numa equipa como a nossa.

Aboubakar – O homem anda numa enorme crise de confiança e não se percebe porquê. A bola não quer entrar e ele desaparece muito do jogo, coisa que nem parece dele. Espero que recupere a confiança rápido, pois o “velho” Aboubakar faz muita falta.

Em suma, foi um jogo que valeu pela vitória, mas que se fica com a sensação que teremos de fazer muito melhor, quer na 4ª em Londres, quer no fim de semana na Madeira contra o Nacional, caso contrário duvido que tenhamos a mesma sorte de ontem.

 

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