Chelsea-FC Porto (Reuters)

Antes de mais, não foi ontem que fomos afastados dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Começamos a ser eliminados em Kiev quando nos deixamos empatar infantilmente já nos descontos e pior ainda, com aquela exibição miserável no Dragão há duas semanas atrás e que nos valeu a derrota contra o mesmo Dínamo de Kiev.

Ontem, assistiu-se a mais uma invenção do nosso inventor de serviço, Julen Lopetegui,  a aparecer num jogo que precisávamos de vencer, custasse o que custasse sem ponta de lança.

Aboubakar está fora de forma é certo, mas não teria sido melhor ter alguma presença física ali no meio dos centrais ingleses? Não teria sido melhor apostar na técnica de Brahimi e Corona nas alas, uma vez que os laterais do Chelsea são “duros de rins”?

Para piorar ainda tudo, aquele primeiro golo, fruto de um azar desgraçado.

Tudo estava contra nós, a sorte, a tática o puto do jogo de Kiev em que o Dínamo local marca também num lance fortuito. Tudo contra mesmo.

Na segunda parte ainda acabamos por sofrer o segundo golo, dando a estocada final em toda e qualquer hipótese de reviravolta no marcador.

Daí e até final ainda continuamos a lutar, aliás uma coisa que não podemos acusar os nossos jogadores ontem, é de esforço. Correram, lutaram. Nem sempre bem é certo, mas pelo menos tentaram, coisa que não tinham feito no Dragão há duas semanas atrás.

Mesmo assim não foi suficiente. Acabamos por não criar muitas oportunidades de golo, não fomos suficientemente lúcidos para tal.

Em suma, foi-se a Liga dos Campeões, vem a Liga Europa, competição onde temos de nos assumir como um dos favoritos à vitória final. É difícil, mas não é de todo impossível.

Vamos então aos destaques:

Vedetas

Danilo – Bom jogo do nosso trinco. Rápido, sempre em cima do acontecimento, lutou até não poder mais.

Brahimi – Numa tarefa ingrata que lhe foi imposta pelo seu treinador, o argelino lutou até à última gota de suor. Fosse sempre assim e não levaria com o rótulo de mercenário.

Pernetas

Imbulla – O senhor vinte milhões não consegue aparecer de forma alguma, e ontem até poderia ser um jogo para as suas caraterísticas, mas foi mais do mesmo. Não trouxe nada de produtivo ao jogo.

Julen Lopetegui – Mais invenções do nosso timoneiro. Jogar sem ponta de lança quando precisamos de vencer é de mestre e mais uma vez volta a passar a mensagem lá para dentro que ele próprio não confia, o que para um treinador de um clube vencedor é mau, muito mau.

A época passada mexia em demasia nos jogadores, agora mexe na tática, não consegue solidificar nenhuma e isso sente-se no nosso jogo. Não sou muito favorável a chicotadas psicológicas, mas seria bom começarmos a pensar em alguém para o substituir na próxima época.

Segue-se agora um jogo tremendamente difícil (sim JL, nem todos os jogos são difíceis como dizes, mas este de domingo na Madeira contra o Nacional é-o sem dúvida). Por favor não inventes e mete brio nos jogadores, ok? Right!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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