15 minutos de bola (se o nevoeiro deixar)

Num jogo que foi “esticado” por dois dias, devido ao já habitual nevoeiro da Choupana, o nosso clube lá conseguiu trazer os três pontos no bornal, em mais uma exibição cinzenta como o nevoeiro que se adensou sobre grande parte do jogo.

No entanto, o inicio foi muito prometedor com o FC Porto, a jogar solto, rápido e a criar lances de perigo. Fruto desse bom início marcamos logo aos 6′ através de um pontapé de canto, por Marcano. Melhor início não podíamos pedir, chegar à vantagem logo a abrir e a jogar bem. Logo de seguida, resposta do Nacional a fazer o empate também através de um pontapé de canto.

Só que parecíamos querer realmente dar a volta por cima desta má fase que atravessamos e pouco depois Brahimi volta a dar vantagem no marcador.

Tudo se encaminhava para uma vitória tranquila, com uma boa exibição, mas aos poucos fomos perdendo o controle do jogo e o adversário começou a assomar-se cada vez mais da nossa baliza, muito embora e no final da primeira parte a vantagem no marcador era mais do que justa.

A segunda parte, bem, a segunda parte pouco deu para ver, mas do que vi deu para perceber que ficou uma  grande penalidade por marcar por toque na bola com o braço por parte de Marcano, duas falhas imperdoáveis na cara do golo, uma por Aboubakar, outra por Herrera, e mais do que isso, tudo o nevoeiro levou. Penso que se deveria fazer algo em relação aos jogos na Choupana, ou ao seu estádio. É inadmissível o que tem vindo a acontecer e agora em dose dupla uma vez que duas equipas usam aquele recinto desportivo.

Jogo interrompido e reatado hoje à hora de almoço.

Foram 15 minutos a defender, com uma tremideira que não dá para perceber e mais um lance para grande penalidade dentro da nossa área e mais uma vez Marcano no lance. O árbitro não assinalou para nossa sorte, mas o espanhol foi demasiado imprudente a abordar o lance.

Resumindo, foi uma vitória sem brilho, que não me deu particular prazer, mas como no fim o que conta são os três pontos…

Vamos agora aos destaques:

Vedetas

Brahimi – O argelino está confiante e isso nota-se no seu jogo. Dos poucos a conseguir fazer a diferença na frente.

Martins Indi – Para mim o melhor em campo. Cortes providenciais, sempre atento, foi uma autêntica muralha quer a central, quer posteriormente a lateral.

Pernetas

Marcano – Cometer duas infrações passíveis de grande penalidade no mesmo jogo não é nada abonatório, e pese embora o bonito golo que marcou, revelou sempre muita intranquilidade a defender.

Layún – O mexicano tem enormes dificuldades a defender e fruto disso JL teve de passar Indi para a lateral para se estancar a capacidade ofensiva do adversário. Foi das poucas coisas boas feitas pelo treinador esta substituição.

Segue-se agora o Feirense para a Taça de Portugal, um jogo que terá de ser para ganhar custe o que custar e se possível que seja abordado com menos medo que este. Lopetegui tem-se revelado cada vez mais como um treinador demasiado intranquilo e isso passa para os jogadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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