Depois do jogo contra o Rio Ave tinha dito para mim mesmo que iria fazer uma pausa no blog.

Não ando com tempo nenhum para o fazer e aliado a isso o desencantamento é tão grande neste momento que tudo o que possa escrever aqui pode ser demasiado “violento” para o meu clube.

No entanto e derivado aos últimos acontecimentos apraz-me dizer que o afastamento de JL é apenas uma tentativa de fuga para a frente por parte da SAD e principalmente, do nosso Presidente.

Não é que discorde do afastamento do treinador. Deu para perceber que era muito limitado táticamente, que não conseguia levar a equipa a exibir-se em patamares elevados e, pior ainda, dá-me a sensação que nos últimos tempos perdeu por completo o controlo do plantel.

Agora o que leva um Presidente que há pouco mais de uma semana lançava umas “bojardas” contra os sócios e simpatizantes do clube a que preside por eles criticarem as exibições de um clube que liderava o campeonato, a despedir o treinador que tanto defendia?

O que leva um Presidente que todos sabemos avessos a esse tipo de situações a fazê-lo?

Para mim aplica-se aquele velho ditado do “quem tem cu, tem medo”, e Pinto da Costa sentiu nestes últimos dias uma contestação como nunca havia sentido nestes anos todos de presidência. Sentiu que os sócios querem mais que uma pessoa que só levanta a voz para criticar os próprios adeptos e assobia para o ar perante todos os outros problemas que nos afetam.

Por muito respeito, admiração e agradecimento que eu tenha (e tenho) para com ele, não justifica este marasmo em que nos encontramos.

Se na época passada fui um defensor do treinador, foi porque ele era o único a dar o peito às balas. Deixaram-no isolado com tudo nas suas costas. Nunca o apoiaram. O Presidente, outrora tão “aguerrido” na luta contra as injustiças, agora é incapaz de se mostrar e de defender o nosso clube.

Lopetegui fê-lo com garra, nunca se calando perante as injustiças, e isso eu não esquecerei.

Portanto, para mim, embora reconheça que o treinador não tinha capacidade para liderar os nossos destinos, também acho que está na hora de haver uma mudança na nossa estrutura diretiva. Aquela estrutura que tantos títulos nos deu, viciou-se em demasia e hoje (lá vou eu ter de escolher bem as palavras) pouco ou nada faz em defesa do FC Porto.

Fala-se em Vítor Baía ou António Oliveira. Não sei se dariam bons Presidentes, mas também só saberemos quando eles passarem por isso. O que eu sei é que atualmente estamos mal servidos de estrutura, e daí, urge uma mudança radical da mesma.

E agora Jorge Nuno, quais serão as cenas dos próximos capítulos?

 

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