Não, não exigia que o meu FC Porto passasse a eliminatória depois do desaire em Dortmund.

Tinha a plena consciência de que seria tremendamente difícil, mas também tinha a firme convicção que tudo iríamos dar para ultrapassar este obstáculo. Aliás, estava tão convicto disso (devo ser mesmo crente) que numa votação colocada pelo meu amigo M. no seu blog votei que iríamos passar a eliminatória.

Claro que isso foi antes de ver o onze titular, porque depois de o ver toda a minha esperança se diluiu. Aquele onze, e que me desculpem, foi um atirar da toalha ao chão ainda antes de começar o jogo. Já vi isso noutros clubes, mas no meu, numa competição europeia, nunca tinha visto. Desistir antes de se jogar? A sério? Foi para isso que puseram bilhetes a preços proibitivos? Para os adeptos irem ver aquele espetáculo degradante?

E tal deve ter sido essa a mensagem que se passou no balneário, que os próprios jogadores em campo pouco ou nada fizeram para inverter as coisas. Tirando Danilo Pereira, Suk desde que entrou e a espaços Layún, não vi vontade em mais ninguém de mudar as coisas.

E não me venham com a história do golo em fora de jogo, porque mesmo assim, teria de haver vontade de inverter as coisas, teria de haver brio para sair com dignidade, de cabeça erguida.

Isto não é o meu Porto. O meu Porto era temido na Europa. O meu Porto não se deixava perder tão facilmente em casa fosse contra quem fosse. O meu Porto era respeitado, não víamos os treinadores adversários a virarem-se para os jogadores e dizerem que podem dormir um bocadinho ou tomar um cafézinho. O meu Porto nunca virava a cara à luta.

Os jogadores estão cansados? Acredito. Mas e os das outras equipas? Não jogam tantos ou mais jogos que nós? Que preparação física andamos a ter? A imagem de Maxi a arrastar-se em campo é sintomática disso mesmo.

As coisas têm mesmo de mudar. A última entrevista de Pinto da Costa deu-me algum alento para o que aí vem. Coincidência ou não, Vítor Pereira anunciou a sua saída, que já peca por tardia, tal foi a subserviência a um determinado clube. Agora ao que consta virá Duarte Gomes (terá abandonado a arbitragem com esse mesmo propósito), um benfiquista confesso, mas que espero, venha a trazer a isenção e a imparcialidade ao futebol português, que bem precisa.

Já que Pinto da Costa vai continuar à frente do nosso clube, que esta última aparição tenha sido o regresso à sua velha forma e não apenas um fogacho, porque vamos mesmo precisar de um Presidente na verdadeira aceção da palavra para voltarmos a ser um clube respeitado e temido por todos, porque ontem… ontem foi mau demais!

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