Dois anos, seis meses e vinte e um dias, é precisamente o tempo que o nosso clube está sem vencer nada.

Cada vez mais me convenço que iremos fazer uma travessia no deserto, intercalada com uma ou outra vitória fugaz.

Estamos a perder a hegemonia para um clube que eu nunca tinha visto ser bicampeão e que me arrisco a ver ser tricampeão e não vejo forma de inverter esta situação na conjuntura atual onde estamos mais preocupados em agir judicialmente contra os nossos, ao invés de atacar quem nos tem prejudicado e “gozado” diariamente.

Se pensam que com uma newsletter diária e com aparições presidenciais apenas quando ganhamos se resolvem as coisas, estão bem enganados. Enquanto esta situação se mantiver, podem trocar de treinador as vezes que quiserem, porque sem estrutura nada se consegue e a nossa, bem a nossa está a ruir como um castelo de cartas, cada vez mais fechada.

Parecemos o nosso maior rival interno nos anos 90, onde todos os anos trocavam de treinadores e de jogadores, mas que não tinham uma estrutura forte. Viviam do antigamente e do quanto eles tinham sido bons antes da maior parte de nós sermos nascidos.

Podemos até vencer a Taça de Portugal no próximo dia 22 de maio, mas se nada fizermos não recuperaremos nada. Continuaremos a ser os “bons rapazes” que não se queixam de nada por mais mal que nos façam.

E que mal nos têm feito!

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