Depois da entrevista dada pelo nosso presidente na passada semana ao Porto Canal, onde deu a entender que terá soltado o grito de Ipiranga no balneário, após o jogo contra o Tondela no Dragão e que afirmou que, estes seis jogos que faltam(vam) até ao final do campeonato iriam servir para ver quem serviria ou não para o FC Porto da próxima época.

Pois bem, se foi pela amostra de ontem, poucos ficarão, treinador incluído. Embora se tenha visto algo mais que contra o Tondela, o que se viu foi na mesma muito pouco.

É certo que também esteve presente o já tradicional penalti por assinalar, mas isso não incomoda o nosso presidente, já que se recusa a falar nisso em qualquer situação, e em consequência desse silêncio ensurdecedor, já ninguém nos respeita.

Mas à parte isso, e centrando-me na nossa equipa, o que vejo é que com exceção de 4 ou 5 jogadores, todos os outros nada fizeram para merecer vestir a camisola do FC Porto. Mas não foram só os jogadores que estiveram mal. Peseiro que eu ainda não tinha conseguido culpar por esta espiral de maus resultados, ontem falhou em toda a linha. Depois das palavras de Pinto da Costa, poderia e deveria ter aproveitado, e apostado em jovens da casa.

Para quê convocar André Silva, deixando Aboubakar de fora da convocatória se era para ele entrar apenas quando as coisas estavam más? O que temos a perder em apostar em jovens de qualidade em detrimento de jogadores estrangeiros, com muita vontade é certo (Suk), mas com pouca ou nenhuma qualidade para fazer parte do nosso clube?

Que sentido fez substituir Layún por José Angel? A perder e troca de laterais esquerdos? Layún esteve mal, muito mal aliás (o golo do adversário nasce de uma imbecilidade sua), mas mesmo assim, se o objetivo é vencer não se pode trocar simplesmente de defesa.

Em suma, espera-nos uma longa e penosa caminhada até final do campeonato, onde depois do que vi ontem, não acredito que algo mude na mentalidade dos jogadores.

É caso para dizer: “Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz”.

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