Agora que terminou o campeonato nacional 2015/2016, cumpre fazer uma introspeção do que correu mal, e foi muito.

A começar pela continuidade de Lopetegui para esta época. Confesso que até eu cometi esse erro, fruto da “mucha ilusión” da época transata em que só não fomos campeões porque Vítor Pereira e “Sus Muchachos” não nos permitiram.

Só que Lopetegui nunca conseguiu fazer o FC Porto jogar futebol, nunca passou de um estilo de jogo pachorrento, de passes atrás de passes, jogado a duas velocidades (devagar e parado), que não cativava nada.

Depois, as inúmeras saídas de jogadores titulares que obrigaram a começar tudo de novo, com a agravante dos que vieram, na sua maioria, não conseguirem fazer esquecer os que saíram.

A Direção, para mim a maior culpada desta “seca” de campeonatos tem apostado numa gestão do tipo entreposto de jogadores, fazendo entrar e sair jogadores a uma velocidade alucinante, e mais grave, sem conseguir que eles se identifiquem com o nosso ADN. Claro que existiram exceções, sendo Layún e Danilo Pereira as maiores e quiçá, únicas.

O desmembramento do plantel (já de si fraco) em janeiro.

Empresta-se um central a um clube espanhol e depois da “sacanice” feita por Maicon não se foi buscar um substituto, deixando o clube quase sem centrais. Em sentido inverso vai-se buscar jogadores como Marega e Suk que pouco ou nada trouxeram ao clube. Marega então foi dos piores erros de casting a que assisti nos últimos tempos.

O contínuo silêncio da SAD e do Presidente ao “achicalhamento” a que temos sido sujeitos pelos me(r)dia e órgãos como o Conselho de arbitragem, que tudo fazem para nos deitar abaixo sem que exista uma voz a insurgir-se contra isso.

Os jogadores, que na sua maioria pouco ou nada fizeram para alterar os acontecimentos, denotando uma falta de profissionalismos atroz e inconcebível num clube como o nosso, onde sempre fizemos da raça e do antes quebrar que torcer, os nossos maiores predicados.

Claro que não disputamos o campeonato sozinhos, e muito embora até tenhamos conseguido vencer os dois jogos contra os atuais campeões nacionais, o facto é que nunca conseguimos estar ao nível dos dois da frente.

Não considero que tenha ganho a melhor equipa, longe disso, mas venceu a que teve mais fortuna e que melhor soube aproveitar os erros contrários.

Uma palavra final para o treinador que se sagrou campeão. Confesso que gosto dele. Acho-o muito boa pessoa, coerente, afável e humilde. Ele sim, mereceu a sorte que teve. E como a sorte faz parte do jogo, não podemos dizer que tenha sido um título forjado como o da última época.

Em suma, espero que os nossos dirigentes tenham aprendido com os próprios erros e retifiquem já na próxima época sob pena daqueles 21% de votos a fazer juras de amor eterno ao Presidente (modo ironia ligado) se tornem em contestação pura e dura e se atinja um ponto em que será insustentável a continuidade deste elenco diretivo.

Os sócios e adeptos não andam a dormir, andam bem acordados e cada vez mais atentos às jogadas de bastidores e a tudo o que nos rodeia no geral.

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