Confesso que não vi o jogo no nosso rival da 2ª circular, com exceção do lance que lhes deu a igualdade no marcador, que graças a algumas partilhas nas redes sociais me foi permitido ver.

Vendo e revendo o lance parece-me no mínimo duvidosa a grande penalidade. Quer-me parecer que existiu sim uma boa simulação do Gonçalo Guedes, mas até dou de barato que mesmo sendo muito forçada, a falta tenha existido.

O que quero relatar aqui é a diferença de procedimento desse clube para com o nosso.

Nós, andamos há pelo menos dois anos a comer e calar. Somos prejudicados, até nos tiraram um título à conta das arbitragens (1º ano de JL) e a nossa direção nada. Nem um ruído, nem um assomo de indignação nada.

Ainda no sábado poderíamos ter empatado não fosse um golo de André Silva já ao cair do pano, num jogo muito complicado com um adversário que estacionou literalmente o autocarro na sua área. Nesse mesmo jogo, logo aos 5′ tivemos uma grande penalidade a nosso favor, que a ser marcada, poderia ter desbloqueado logo ali um jogo que foi muito difícil e mais uma vez, ninguém, repito, ninguém do nosso clube se manifesta.

É certo que vencemos. É certo que não precisamos desse lance. É certo que todos gostam muito de dizer que contra tudo e contra todos temos de vencer. Só que isso foi em tempos. Em tempos que vencíamos só porque sim. Porque os outros andavam completamente à deriva. Eram tempos que qualquer um que vinha treinar o FC Porto se arriscava a ser campeão. Esses tempos meus amigos, acabaram. Agora é tudo muito mais difícil. Por mérito dos adversários que evoluíram e por demérito nosso que regredimos e muito.

No pólo oposto temos o nosso adversário que, aos primeiros pontos perdidos, estrebucha logo, não tendo medo algum de cair no ridiculo. A experiência tem-me dito que, como diz o ditado, “quem não chora não mama”, e eles têm “mamado” e muito.

Com ou sem razão andam um fazer um ruído monumental, não só para não dar azo aos seus adeptos de criticarem o clube mas também lançando já avisos a quem de direito, que mesmo sem o santo protetor Vítor Pereira, não querem perder esse trunfo (arbitragens).

Não quero que o meu clube proteste por tudo e por nada, mas do que me tem sido dado a ver, são estas diferenças de postura que têm decidido os últimos campeonatos.

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