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Até os Comemos Carago

mês

setembro 2016

Parabéns a nós!

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Pobreza franciscana (ou será pobreza de Espírito Santo?)

Tenho resistido tanto quanto posso a escrever sobre os jogos do meu clube, até porque este ano, fruto de uma péssima preparação do plantel por parte da SAD não auguro nada de positivo, mas o que tenho assistido tem sido mau demais.

Podem dizer que temos sido prejudicados (e até existe algum fundo de verdade nisso), podem dizer que não temos sorte, que a bola não entra, etc, etc, etc.

Mas meus amigos, para a bola entrar é preciso criar oportunidades claras de golo e isso não tenho visto, fazendo-me lembrar os tempos de um certo treinador, agora à frente da seleção espanhola, em que tínhamos a bola, mas oportunidades zero.

Em Tondela, precisamos chegar ao minuto 82′ para dispormos da primeira oportunidade clara de golo, contra o Copenhaga, tirando o golo de Otávio, pouco mais fizemos e ontem em Leicester idem, idem, aspas aspas.

Não temos um sistema de jogo enraizado. Começamos em 4-3-3, passamos para 4-4-2, voltamos ao 4-3-3 para depois ir novamente para o 4-4-2.

Não temos jogadores para o 4-4-2. Tirando André Silva, quer Depoitre, quer Adrian são uma nulidade. Jogar com Óliver ao lado de Danilo é criminoso para ambos. Danilo precisa de espaço e Óliver tem de estar à frente a criar.

Corona não sendo um jogador que dê muitas garantias é incomparavelmente superior a Adrian e ontem viu-se o quanto o ex Atlético (não) faz.

Mas para mim a cereja no topo do bolo de um treinador que eu sempre gostei enquanto jogador foi a entrevista que deu a contar a rábula da “bebedeira” para convencer Pimenta Machada a vendê-lo ao Deportivo da Corunha.

É com histórias dessas que quer convencer os seus jogadores a “serem Porto”? Rico exemplo sim senhor.

Quando pedimos aos jogadores dedicação e devoção pela camisola que envergam e temos atitudes como a que Nuno teve nessa altura, que moral temos?

Como diz o ditado, “À mulher de César não basta ser também tem de parecer” e o que Nuno fez ao contar essa história foi perder a credibilidade junto dos seus jogadores.

Espero pelas cenas dos próximos capítulos, mas com um treinador que inventa, um Presidente que não fala, uma claque que não aperta nem deixa apertar quem manda, não auguro nada de bom mesmo para os tempos mais próximos.

 

Dar uma de benfiquista

Como diz o título, vou dar uma de milhafre das gerações anteriores à minha. Lembro-me de ter ouvido vezes sem conta que eles tinham visto o seu clube a ser duas vezes campeões europeus, a vencerem títulos atrás de títulos a nível interno, etc, etc, etc.

Lembro-me também de me dizerem que estavam a perder a mística, que os jogadores que vinham não tinham a identidade do clube, que não sentiam o emblema como outrora. No fundo que era tudo uma cambada de mercenários.

E eu ouvia isso tudo com algum gozo, já que o meu clube ao invés disso, e desde que me lembro de ver futebol, começava a ganhar campeonatos, Taças dos Campeões, Taças de Portugal.

E aí é que entra a minha comparação. Ontem festejei o meu 41º aniversário. Lembro-me da final de Basileia perdida para a Juventus de forma tão inglória. Lembro-me de ter festejado como um maluquinho a vitória sobre o Bayern de Munique e da conquista do mundo na neve de Tóquio contra o Peñarol ou da Supertaça contra o Ajax.

Lembro-me do tri, do tetra, do penta. Mais recentemente assisti a novas conquistas europeias na Taça Uefa, Liga dos Campeões e Liga Europa, assim como novo título intercontinental.

Fui um felizardo, assisti a coisas que nenhum outro adepto de outro clube da minha idade assistiu.

Mas também estou a assistir, tal como o clube que mencionei acima, à perda da mística, da identidade e da hegemonia de um clube que tinha gosto em ser “regional”. Tenho saudades de jogadores como João Pinto, Jorge Costa, Fernando Couto, etc., etc., etc.

E é isso que me assusta. Porque se nos acontecer o mesmo, quer dizer que vamos penar muito, tal como eles penaram.

A diferença é que acho que ainda vamos a tempo de retificar a situação.

Agora se acredito se será com estes membros da SAD?

Sinceramente não. Não acredito em ninguém que coordena os nossos destinos. Espero muito sinceramente que saiam o mais rápido possível da cadeira do poder, que deixe de ver o meu clube tipo monarquia que a seguir ao pai manda(m) o filho(s).

Quero alguém que possa falar, que não fale só coisas sem nexo e mentirosas, mas que seja assertivo e voraz contra quem nos quer derrubar.

Se isso acontecer, talvez recuperemos a tempo não nos acontecer o que aconteceu a outros anteriormente, caso contrário, temo que não teremos um destino diferente dos outros.

JÁ CHEGA CAR…AGO!!!

Estou farto, farto, farto do silêncio da nossa estrutura (se é que temos alguma).

Em Alvalade sofremos dois golos que embateram nos braços dos respetivos adversários, para além do manancial de “sarrafada” a que fomos sujeitos, com a conivência do árbitro.

E o que fez a direção? Nada. Rigorosamente nada.

Ontem, André Silva marca num lance em que supostamente a bola lhe vai ao braço, tal como aconteceu em Alvalade, mas agora o árbitro decide anular o lance. Porque carga de água existem dois pesos e duas medidas? Porque carga de água ninguém se levanta e se insurge contra estas coisas? Ganhamos na mesma? É verdade, mas se desta vez ganhamos, há duas semanas atrás não o conseguimos.

Vamos continuar a comer e calar? Vamos continuar a ser comidos por lorpas?

JÁ CHEGA CARALHO!!!

Montanha pariu um rato

Terminou finalmente o prazo para transferências no nosso campeonato e o que posso resumir em relação ao nosso clube é que a montanha pariu um rato.

Desde o inicio que todos nós sabemos que o plantel é desequilibrado. Qualquer equipa que pretende atacar a sério um campeonato e uma Liga dos Campeões não pode ter apenas dois centrais, um defesa direito e um extremo de raiz.

Nunca, jamais e em tempo algum se pode aspirar a grandes feitos com tantas falhas, portanto o que se esperava é que as mesmas fossem debeladas.

Para além disso, jogadores foram postos de lado, passando a treinar com a equipa B e à espera de serem vendidos porque pura e simplesmente deixaram de fazer parte das opções.

O tempo foi passando, e com exceção da contratação ainda antes da pré época iniciar de Felipe,  de um ou outro retorno, da contratação do completamente desconhecido belga Depoitre, ou do lateral esquerdo (essa sim uma posição bem colmatada) Alex Telles nada de novo acontecia.

Num dia vinha o Moutinho, no outro já não. Depois era o Ricardo Carvalho, mas afinal também não era possível. Rafa, bem Rafa foi a novela do defeso. O novo Bernard ou Lucas Lima que terminou em mais uma contratação falhada e com estrondo.

Pelo meio e só depois de garantida a fase de grupos da Liga dos Campeões lá veio Óliver Torres e Diogo Jota (ambos por empréstimo).

Só que na defesa continuava tudo na mesma. Continuávamos com um défice monumental no setor defensivo. Como é possível por exemplo jogar em Alvalade sem um único defesa no banco?

Já sobre a “Deadline” tentamos supostamente Mangala, que seria sem sombra de dúvida um grande regresso, mas mais uma vez fomos ultrapassados, desta vez pelo Valência, obrigando-nos a virar para um jogador que já tinha sido hipótese, mas que entretanto deixou de o ser.

Trata-se do central do Sp. Braga Boly que alternava a titularidade com o estado de suplente no dito clube. E esse lá foi conseguido mesmo em cima da hora limite.

A juntar a isso a falta de capacidade de vender quem quer que fosse. Nós que nos habituamos a ser os campeões de vendas este ano apenas conseguimos “despachar” alguns por empréstimo e a muito custo, ou seja, continuamos com carradas de jogadores nos nossos quadros.

Além disto tudo acabamos por ficar com Brahimi (a menos que ainda vá parar à Rússia), um jogador que supostamente teve um atrito com o treinador e que, diga-se, de profissional tem muito pouco.

Agora que solução terão para ele? Vai passar a ser opção? Depois deste defeso o jogador estará disponível para dar o máximo pelo clube? Conhecendo como se conhece o argelino, não creio que ele agora vá ser o que nunca foi (profissional). Vão pô-lo a treinar com a equipa B? Estou curioso em como vai acabar este imbróglio.

No meio disto tudo só espero que reintegrem o argelino e que ele tenha a cabecinha no sítio e se venha a tornar uma mais valia para a equipa.

Uma coisa é certa, se as coisas correrem mal não poderão acusar o treinador, uma vez que se não lhe dão matéria prima, não podem exigir o que quer que seja.

Termino dizendo que não é por isto que deixarei de apoiar a equipa, porque vejo nela vontade e raça. Quanto aos cabecilhas, comissionistas, membros da SAD (escolham o que acharem mais adequado), a esses só tenho a dizer, que correndo mal esta época, na minha opinião só têm um caminho, e esse caminho é para bem longe do FC Porto.

 

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