Terminou finalmente o prazo para transferências no nosso campeonato e o que posso resumir em relação ao nosso clube é que a montanha pariu um rato.

Desde o inicio que todos nós sabemos que o plantel é desequilibrado. Qualquer equipa que pretende atacar a sério um campeonato e uma Liga dos Campeões não pode ter apenas dois centrais, um defesa direito e um extremo de raiz.

Nunca, jamais e em tempo algum se pode aspirar a grandes feitos com tantas falhas, portanto o que se esperava é que as mesmas fossem debeladas.

Para além disso, jogadores foram postos de lado, passando a treinar com a equipa B e à espera de serem vendidos porque pura e simplesmente deixaram de fazer parte das opções.

O tempo foi passando, e com exceção da contratação ainda antes da pré época iniciar de Felipe,  de um ou outro retorno, da contratação do completamente desconhecido belga Depoitre, ou do lateral esquerdo (essa sim uma posição bem colmatada) Alex Telles nada de novo acontecia.

Num dia vinha o Moutinho, no outro já não. Depois era o Ricardo Carvalho, mas afinal também não era possível. Rafa, bem Rafa foi a novela do defeso. O novo Bernard ou Lucas Lima que terminou em mais uma contratação falhada e com estrondo.

Pelo meio e só depois de garantida a fase de grupos da Liga dos Campeões lá veio Óliver Torres e Diogo Jota (ambos por empréstimo).

Só que na defesa continuava tudo na mesma. Continuávamos com um défice monumental no setor defensivo. Como é possível por exemplo jogar em Alvalade sem um único defesa no banco?

Já sobre a “Deadline” tentamos supostamente Mangala, que seria sem sombra de dúvida um grande regresso, mas mais uma vez fomos ultrapassados, desta vez pelo Valência, obrigando-nos a virar para um jogador que já tinha sido hipótese, mas que entretanto deixou de o ser.

Trata-se do central do Sp. Braga Boly que alternava a titularidade com o estado de suplente no dito clube. E esse lá foi conseguido mesmo em cima da hora limite.

A juntar a isso a falta de capacidade de vender quem quer que fosse. Nós que nos habituamos a ser os campeões de vendas este ano apenas conseguimos “despachar” alguns por empréstimo e a muito custo, ou seja, continuamos com carradas de jogadores nos nossos quadros.

Além disto tudo acabamos por ficar com Brahimi (a menos que ainda vá parar à Rússia), um jogador que supostamente teve um atrito com o treinador e que, diga-se, de profissional tem muito pouco.

Agora que solução terão para ele? Vai passar a ser opção? Depois deste defeso o jogador estará disponível para dar o máximo pelo clube? Conhecendo como se conhece o argelino, não creio que ele agora vá ser o que nunca foi (profissional). Vão pô-lo a treinar com a equipa B? Estou curioso em como vai acabar este imbróglio.

No meio disto tudo só espero que reintegrem o argelino e que ele tenha a cabecinha no sítio e se venha a tornar uma mais valia para a equipa.

Uma coisa é certa, se as coisas correrem mal não poderão acusar o treinador, uma vez que se não lhe dão matéria prima, não podem exigir o que quer que seja.

Termino dizendo que não é por isto que deixarei de apoiar a equipa, porque vejo nela vontade e raça. Quanto aos cabecilhas, comissionistas, membros da SAD (escolham o que acharem mais adequado), a esses só tenho a dizer, que correndo mal esta época, na minha opinião só têm um caminho, e esse caminho é para bem longe do FC Porto.

 

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