Como diz o título, vou dar uma de milhafre das gerações anteriores à minha. Lembro-me de ter ouvido vezes sem conta que eles tinham visto o seu clube a ser duas vezes campeões europeus, a vencerem títulos atrás de títulos a nível interno, etc, etc, etc.

Lembro-me também de me dizerem que estavam a perder a mística, que os jogadores que vinham não tinham a identidade do clube, que não sentiam o emblema como outrora. No fundo que era tudo uma cambada de mercenários.

E eu ouvia isso tudo com algum gozo, já que o meu clube ao invés disso, e desde que me lembro de ver futebol, começava a ganhar campeonatos, Taças dos Campeões, Taças de Portugal.

E aí é que entra a minha comparação. Ontem festejei o meu 41º aniversário. Lembro-me da final de Basileia perdida para a Juventus de forma tão inglória. Lembro-me de ter festejado como um maluquinho a vitória sobre o Bayern de Munique e da conquista do mundo na neve de Tóquio contra o Peñarol ou da Supertaça contra o Ajax.

Lembro-me do tri, do tetra, do penta. Mais recentemente assisti a novas conquistas europeias na Taça Uefa, Liga dos Campeões e Liga Europa, assim como novo título intercontinental.

Fui um felizardo, assisti a coisas que nenhum outro adepto de outro clube da minha idade assistiu.

Mas também estou a assistir, tal como o clube que mencionei acima, à perda da mística, da identidade e da hegemonia de um clube que tinha gosto em ser “regional”. Tenho saudades de jogadores como João Pinto, Jorge Costa, Fernando Couto, etc., etc., etc.

E é isso que me assusta. Porque se nos acontecer o mesmo, quer dizer que vamos penar muito, tal como eles penaram.

A diferença é que acho que ainda vamos a tempo de retificar a situação.

Agora se acredito se será com estes membros da SAD?

Sinceramente não. Não acredito em ninguém que coordena os nossos destinos. Espero muito sinceramente que saiam o mais rápido possível da cadeira do poder, que deixe de ver o meu clube tipo monarquia que a seguir ao pai manda(m) o filho(s).

Quero alguém que possa falar, que não fale só coisas sem nexo e mentirosas, mas que seja assertivo e voraz contra quem nos quer derrubar.

Se isso acontecer, talvez recuperemos a tempo não nos acontecer o que aconteceu a outros anteriormente, caso contrário, temo que não teremos um destino diferente dos outros.

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