Este último fim de semana foi pródigo em material para encher jornais, mas curiosamente foi o caso que, na minha opinião, menos importante, que encheu as manchetes do nosso jornalixo (Miguel Lima desculpa mas roubei-te a expressão).

Ora então assistimos mais uma vez à fabulosa manipulação de imagens por parte de um canal que a bem da “verdade desportiva” que tanto apregoam deveria ser proibido de transmitir os jogos do campeonato. Consta que houve um penalty claro logo no inicio do jogo que a BTV tratou de camuflar, tal e qual fez no jogo anterior contra o Braga.

Assistimos também a uma agressão (mais uma) por parte de Eliseu a um colega de profissão sem que nada de mal (mais uma vez) lhe tivesse acontecido.

Mas o verdadeiro assunto, aquele que serviu de pretexto para camuflar tudo isto foram os impropérios soltados pelo árbitro Jorge Sousa para com o Guarda Redes do Sporting B.

Óbvio que não o deveria ter feito. Foi um erro. Mas um erro para ser castigado de forma tão célere por três jogos? Num campo de futebol quantas “caralhadas” não serão ditas pelos seus intervenientes? (árbitros, jogadores, treinadores…).

E agora pergunto, porque é que o castigo a Jorge Sousa saiu de forma tão rápida e a decisão sobre a agressão de Eliseu passou para a próxima semana?

Terá uma agressão verbal maior gravidade que uma agressão física? Será que as palavras de Jorge Sousa “magoaram” mais que a pisadela de Eliseu?

Ou será porque o clube desse jogador tem uma deslocação difícil este fim de semana e se Eliseu fosse castigado ficariam sem lateral esquerdo para o jogo?

Como diz um amigo meu, para ver coisas combinadas prefere ver a WWE, e eu tenho de lhe dar razão.

As coisas são feitas de forma tão descarada que assusta. Vencer desta forma suja, desonesta não deve encher de orgulho os seus adeptos.

Acredito que fiquem contentes com as conquistas do seu clube, mas nunca ficarão 100%, porque no intimo sabem como essas conquistas têm sido conseguidas.

Assim vai o futebol português, cada vez menos credível, cada vez menos atraente, cada vez mais corrupto.

 

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